
O que Aconteceu com o Arrependimento?
David Wilkerson
O Arrependimento de Deus
Génesis 6.6; 1 Samuel 15:33
Falar de Deus como capaz de arrependimento e de experimentar tristeza é, admitidamente, o uso de linguagem antropomórfica, mas tal linguagem, a despeito disso, em realidade fala de uma real experiência da parte de Deus. A discussão sobre a passividade de Deus tende a ser um tanto abstracta; porém, o Deus revelado nas Escrituras é capaz de sentir tristeza e de ser entristecido. Ele tem reacções reais para com a conduta humana. Não obstante, é impossível conceber o Deus omnisciente a lamentar-se por algum falso movimento por ele feito. O arrependimento de Deus não é uma alteração quanto aos propósitos, e, sim, uma mudança de atitude. Tal mudança, quando ocorrida no Homem, usualmente implica numa mudança operada na mente, pelo que também a palavra arrependimento, na linguagem humana, representa tal mudança. Deus, entretanto, nunca muda de mente: Sua mente é constante, tanto no que diz respeito ao amor como no que tange à santidade. Quando o Homem muda em seu comportamento, então Deus muda em Sua atitude para com ele. A expressão “arrependeu-se Deus” é simplesmente uma indicação, em linguagem humana, de que a atitude de Deus para com o Homem a pecar é necessariamente diferente da atitude de Deus para com o Homem a obedecer. Em acomodação ao nosso modo de falar, é dito que Deus se arrepende quando Ele efectua alguma mudança em Suas acções, o que na esfera humana teria sido produzido pelo arrependimento.