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Curiosidade

O Antigo Testamento foi escrito originalmente em hebraico. Pequenos trechos como Esdras 4.8-6.18; 7.12-26; Daniel 2.4-7.28; e Jeremias 10.11, foram escritos em aramaico que é o mesmo que siríaco. Note o seguinte texto: “Então disseram Eliaquim, Sebna e Joá a Rabsaqué: Pedimos-te que fales em aramaico aos teus servos, porque o entendemos, e não nos fales em judaico, aos ouvidos do povo que está sobre os muros” - Isaías 36.11.

Depois do cativeiro babilónico, os judeus passaram a falar o aramaico que era a língua falada por Jesus e Seus discípulos, embora também naquele tempo já se conhecesse o Koinê, idioma popular dos gregos. Algumas palavras do idioma persa também se encontram no A.T., como ‘sáprata’ (Esdras 8.36; Ester 3.12; Daniel 3.2;...).

Fé vs. Esperança

A fé e a esperança são duas coisas diferentes, mas relacionadas. A diferença entre a fé e a esperança é encontrada em 1Coíntios 13:13 - “Há três coisas que hão de perdurar: a fé [gr. “pistis”], a esperança [gr. “elpis”] e o amor [gr. “agape”]. E destas, a principal é o amor.”

A palavra grega traduzida por ESPERANÇA (“elpis”) significa uma EXPETATIVA FAVORÁVEL E CONFIANTE (Vine´s Expository Dictionary of Biblical Words). A forma verbal ESPERAR (elipizo) significa TER EXPETATIVA (Strong's Dictionary of Greek Words). Esta é a esperança bíblica, e não a esperança do mundo.

Dois dos três maiores dons de Deus são a fé e a esperança, que aparecem separadamente. O facto de que a fé e a esperança são relacionadas pode ser visto em Hebreus 11:1 - “A fé [gr. “pistis”] é a firme certeza das coisas que se esperam [gr. “elpizomenon”]...”

Às vezes diminuímos a palavra “esperança”, mas sem esperança não há fé. “Espero que sim!” mostra dúvida. “Espero que a operação corra bem!”, “Espero que ele passe!” Mas a fé é a firme certeza de que já temos o que esperamos.

- A fé é total confiança em algo. Fé envolve consentimento intelectual a um conjunto de factos, bem como confiança nesses factos. Por exemplo, temos fé em Jesus Cristo. Isso significa que confiamos completamente em Jesus para o nosso futuro eterno. Aceitamos intelectualmente os factos de Sua morte substitutiva e ressurreição corporal, e confiamos em Sua morte e ressurreição para a nossa salvação.

- A esperança da Bíblia é baseada na fé. A esperança é a expectativa fervorosa de que algo bom vai acontecer. A esperança é uma expectativa confiante que vem naturalmente da fé. A esperança é uma certeza calma de que algo que ainda não aconteceu acontecerá. Portanto, esperança tem a haver com o que não se vê e com o futuro (Romanos 8:24,25). Algo que se espera que venha a acontecer, é algo que ainda não se vê e que acontecerá no futuro: "a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, por que esperar?" (Romanos 8:24). Se já vês algo, não tens que ter mais esperança (expectativa).

Romanos 8:23 está a referir-se à esperança que temos em relação à redenção do nosso corpo. A volta de Jesus é a nossa "bem-aventurada esperança" (Tito 2:13), ainda não podemos vê-la, mas sabemos que está chegando, e esperamos ansiosamente por esse momento.

 

Jesus disse que voltaria (João 14:3). Pela fé, confiamos em Suas palavras, levando-nos a ter esperança de que um dia estaremos com Ele para sempre. Jesus ressuscitou dos mortos, "primícias dos que dormem" (1 Coríntios 15:20). Esta é a base da nossa fé. Além disso, temos a promessa de Jesus: "...porque eu vivo, vós também vivereis" (João 14:19). Esta é a base da nossa esperança.

 

Podemos ilustrar a relação entre a fé e a esperança com a alegria que uma criança sente quando o seu pai lhe diz que amanhã farão uma atividade especial e divertida. A criança acredita que vai realizar a atividade, com base nas palavras do pai: isso é fé. E, ao mesmo tempo, essa convicção causa na criança uma alegria irreprimível, que é a esperança. A confiança da criança na promessa de seu pai é fé; os gritos de alegria e os pulos da criança são sinais de esperança.

A fé e a esperança se complementam. A fé é baseada na realidade do passado; a esperança olha para a realidade do futuro. Sem fé não há esperança, e sem esperança não há fé verdadeira. Os cristãos são pessoas de fé e esperança. Temos "esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos" (Tito 1:2).

 

Podemos então dizer que:

- “Fé significa que estamos CONFIANTES no que esperamos, CONVICTOS (persuadidos) DO QUE NÃO VEMOS” (Tradução Moffat)

- “Fé é ESTAR CERTO no que esperamos e SEGUROS DO QUE NÃO VEMOS” (The New International Version)

- “Fé é a certeza (a confirmação, o título de propriedade) das coisas que esperamos, e a prova das coisas que não e a convicção da sua realidade (a fé vê como facto real o que não está revelado aos sentidos)” (The Amplified Bible).

Assim... FÉ VERDADEIRA ESTÁ FIRMEMENTE PERSUADIDA NA PALAVRA DE DEUS, INDIFERENTE À FALTA DE EVIDÊNCIAS FÍSICAS PARA APOIR OU À EXISTÊNCIA DE EVIDÊNCIAS FÍSICAS QUE PARECEM CONTRADIZÊ-LA.

 

Exemplo: Hebreus 11:3 – “Pela fé entendemos que os mundo pela Palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” 

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ACREDITAR NA VERDADE

Parte 3

 

A vida cristã é uma caminhada de fé.

 

Romanos 1:17 - “Porque a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” / Hebreus 10:38 - “O justo viverá da fé”. Ou seja, a fé é um modo de vida.

1 – Andar por fé e não pelo que vemos ou sentimos 

a) 2 Coríntios 5:7 - “Estes sentimentos [“esperança” e “sempre de bom ânimo”, v. 6] são resultado de vivermos pela fé e não daquilo que vemos à nossa volta.”

 

b) Gálatas 2:20 - “... e apesar de continuar a viver, já não é o meu eu que domina, mas é Cristo que vive em mim. E o resto da minha existência nesta terra é o resultado da fé que eu tenho no Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.”

 

c) Marcos 5:21-34 – A mulher com fluxo de sangue.

d) Romanos 10:17 - “De verdade, a fé vem por ouvir, e o que se ouve é a palavra de Cristo.” – baseada na Palavra

e) Outros exemplos: Abraão e Isaac, a igreja perseguida

- Fé vs. Esperança (ver nota na lateral)

Nada te pode separar do amor de Deus. No entanto, apesar do amor de Deus não mudar de acordo com o que fazes, o sucesso diário em termos de crescimento espiritual e maturidade estão baseados se estamos ou não a andar pela fé em Cristo e no Seu poder.

2 – Viver fundamentados e apoiados na Fé em todas as circunstâncias da nossa vida

a) Gálatas 2:20 - “... e apesar de continuar a viver, já não é o meu eu que domina, mas é Cristo que vive em mim.” - Já não é o "eu" egoísta que controla, mas é Cristo quem habita e direciona a vida.

 

b) Romanos 1:17 - “Este Evangelho revela-nos a justiça que Deus nos atribui. Esta justiça nasce e completa-se através da fé. Tal como está escrito: o justo pela fé viverá.”

3 – Permanecer sempre firmes na fé

a) 1 Coríntios 16:13 - “Mantenham-se vigilantes; permaneçam fiéis ao Senhor; sejam firmes [na fé] e corajoso; que a vossa vida espiritual seja forte e energética.”

b) História do hino: “Sou Feliz com Jesus” (H.A 230) - Letra: Horatio Gates Spafford (1829-1888), Música: Philip Paul Bliss (1838-1876), Título original: It Is Well With My Soul:

     Se Paz, a mais doce, me deres gozar,

     Se dor a mais forte sofrer;

     Oh, seja o que for, Tu me fazes saber

     Que feliz com Jesus hei de estar.

Esse lindo hino de conforto, foi escrito num momento extremamente difícil da vida de seu autor, Horatio Gates Spafford (1829-1888). A década de 1870 proporcionou dois grandes traumas na vida de Spafford. O primeiro foi o grande incêndio de Chicago (outubro de 1871), que o arruinou financeiramente (ele era um grande homem de negócios). Mas a sua provação não findou aí. Pouco depois, durante a travessia do Atlântico, as quatro filhas de Spafford morreram em uma colisão com outro navio. A esposa de Spafford, Anna, sobreviveu e enviou-lhe um bilhete, que dizia: “Salva sozinha”. Aquela foi a maior dor de sua vida. Várias semanas mais tarde, o próprio Horatio Spafford passou perto do local onde suas filhas haviam morrido. O Espírito Santo, então, o inspirou a escrever estas palavras. Elas falam da eterna esperança que todos os crentes possuem, ainda que a dor e a tristeza sejam constantes aqui nesta terra.

É inimaginável a dor que Horatio e sua esposa enfrentaram diante de tais acontecimentos. O que os consolaram, foi saber que pouco antes da viagem para a Europa, as crianças haviam aceitado a Jesus. Toda vez que passarmos por dificuldades cantemos esse hino, e nos lembremos de que “mesmo em tais provações, em Jesus acharemos força e paz”. A alegria fruirá em nosso coração.

Curiosidade: O nome da melodia do hino (em inglês) é VILLE DU HAVRE; o mesmo nome do navio em que as filhas de Horatio morreram.

4 – Devemos também guardá-la, e usá-la como um escudo para a nossa proteção.

a) 2 Timóteo 4:7 - “Combati o bom combate, acabei a carreira da minha vida, guardei a fé.”

 

b) Efésios 6:16 - “Tenham sobretudo a fé, pois é um escudo que vos protege contra as flechas incendiárias disparadas pelo Maligno sobre as vossas vidas.”

Inimigos da fé:

1 – Tanto o MEDO como a DÚVIDA rouba a fé (Mateus 14:22-31), causa a incredulidade (Mateus 17:14-20; Marcos 4:35-40), faz vacilar e cair (Tiago 1:5-8), e impede-nos de receber (Tiago 1:7).

a) Mateus 14:22-31 – Jesus anda sobre as águas e convida Pedro também a fazê-lo. “Mas, ao olhar em torno de si, sentindo o vento forte, ficou apavorado e começou a afundar-se.... Jesus estendendo-lhe logo a mão o socorreu: Homem de pequena fé, porque duvidaste?” (vv. 30,31).

“O medo e a fé têm a mesma definição: ambos esperam que aconteça o que ainda não viram”. A DIFERENÇA é que o medo é proveniente de Satanás e a fé é proveniente de Deus. Sempre que o medo surgir, lembre-se que Deus não nos deu um espírito de medo, mas de poder, amor, e de uma mente sã. (2 Timóteo 1:7 - “Porque Deus não nos deu um espírito de medo e timidez, mas um espírito de poder, de amor e de auto-domínio.”). Pelo que, rejeite o medo e abrace a fé, para que o Espírito de Deus ministre à sua vida.

b) Mateus 17:14-20 – A cura do rapaz endemoninhado... “... Já o trouxe aos teus discípulos, mas não conseguiram curá-lo. Jesus respondeu: Ó povo sem fé e obstinado! Até quando terei de andar convosco? Até quando terei de suportar-vos? Tragam-me cá o rapaz!... Os discípulos perguntaram a Jesus, quando já estavam a sós: Porque não conseguimos expulsar aquele demónio? Por causa da vossa pouca fé.”

c) Marcos 4:35-40 – Jesus acalma a tempestade - “Jesus dormia na popa, com a cabeça numa almofada. Inquietos, acordaram-no, gritado: Mestre, não te preocupa que estejamos quase a morrer? Ele, levantando-se, repreendeu o vento e disse ao mar: Aquieta-te! O vento parou e fez-se uma grande calma. E disse-lhes: Porque estavam com tanto medo? Ainda não têm fé?”

A dúvida sempre impede o crente de receber o melhor de Deus. Jesus teve que dizer muitas coisas a respeito da dúvida e da incredulidade, e das suas consequências devastadoras à fé de alguém. Observe a expressão em Marcos 11.23, que diz: “... e não duvidar em seu coração ...”. Nos versículos acima encontramos exemplos de como a dúvida e a incredulidade impediram as pessoas de receberem o que Deus tinha para elas. Em cada um desses casos Jesus repreendeu essas pessoas por causa da dúvida e da incredulidade.

d) Tiago 1:5-8 - “e se alguém tem falta de sabedoria necessária, peça-a a Deus, que está sempre pronto a dar generosamente, sem a menor censura, e lhe será dada. Mas que esse pedido seja feito com fé, na certeza da resposta. Porque quem se dirige a Deus duvidando é semelhante às ondas do mar levadas pelos ventos, lançadas de um lado para o outro. Uma pessoa assim é indecisa e instável, e inconstante em todos os seus atos. Não pense, por isso, que receberá alguma coisa do Senhor.”

2 – A falta de perdão (guardar rancor) é uma desobediência a Deus, porque devemos perdoar. 

a) Devemos perdoar a quem nos ofende (Mateus 6:12,14,15 - “perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos os que nos ofendem... pois se perdoarem aos homens as suas transgressões, o vosso Pai celestial também vos perdoará as vossas; mas, se não as perdoarem aos homens, ele não vos perdoará as vossas.”)

b) Andar em perdão

- Efésios 5:1 - “Portanto, como filhos amados por Deus, imitem-no”

- Efésios 4:32 - “Em vez disso, sejam amáveis e compassivos uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Cristo também vos perdoou.”

- Isaías 43:25 - “Eu sou o único que pode anular os vossos pecados e faço-o por causa da minha própria justiça; nunca mais os levarei em conta.”

c) Não perdoar é impedimento para recebermos de Deus, mesmo usando a fé (Marcos 11:25,26 - “Mas, quando estiverem a orar, perdoem primeiro a toda e qualquer pessoa, para que o vosso Pai que está no céu também vos perdoe as vossas transgressões. Mas, se não perdoarem, o vosso Pai que está nos céus não vos perdoará.”)

3 – A impaciência (falta de paciência) / desânimo - A falta de paciência é um dos maiores "ladrões da fé", pois a impaciência nos impede de esperar em Deus quando Ele demora a responder, fazendo-nos perder a esperança e a perseverança; os "ladrões de fé", como o rancor (falta de perdão) e a impaciência, corroem nossa paz interior e nos afastam da constância, tornando crucial a decisão consciente de perdoar e esperar com fé para recuperar a tranquilidade e a alegria. A impaciência impede-nos de ter fé que Deus agirá, mesmo que demore, levando-nos a desistir.

a) Habacuc 2:3 - “... ainda não chegou o tempo de se realizar esta visão; mas vai-se aproximando o tempo e, por fim, a visão se cumprirá. Espera mais um pouco, mesmo que pareça demorar, pois certamente virá e não demorará!”

b) Lucas 18:8 - “Mas a questão é esta: quando eu, o Filho do Homem, voltar, quantas pessoas encontrarei que tenham fé?”

4 – O diabo é o ladrão da Palavra de Deus semeada nos corações que lhes dá fé (João 10:10).

a) Marcos 4:1-20 – parábola do semeador:

     V. 4 - “Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, vieram as aves e comeram-nas.”

     V. 15 - “As sementes que ficam à beira do caminho são aqueles que receberam a palavra; mal a ouvem, logo vem Satanás tirar-lhes a palavra que neles tinha sido semeada.”

5 – As perseguições e as dificuldades da vida – Marcos 4:1-20

     Vv. 5-7 - “Outras caíram em solo pedregoso com pouca terra; como o solo não tinha profundidade cresceram logo. Mas quando o sol rompeu, murcharam; e como não tinham raízes, acabaram por secar. Outras caíram entre espinhos que em pouco tempo sufocaram os rebentos, pelo que não deram grão.”

     Vv. 16-18 - “As semeadas em solo pedregoso são os que ouvem a Palavra e a recebem com alegria. Todavia, não deitam raízes, antes duram pouco; depois, aparecem dificuldades e perseguições por causa da palavra, e logo essa pessoa se escandaliza. As semeadas entre os espinhos são os que ouvem a palavra, mas as preocupações desta vida, a ambição da riqueza e os outros desejos surgem e abafam a palavra, pelo que fica sem fruto.”

Perante as “tempestades da vida” precisamos manter-mo-nos firmes na fé (Mateus 7:24-27 – casa construída sobre a rocha).

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